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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

UFSCAR 2000 - 24 - Eça de Queirós

INSTRUÇÃO: A questão de número 24 tem como base o seguinte texto de Eça de Queirós:
Linda tarde, meu amigo!... Estou esperando o enterro do José Matias — do José Matias d'Albuquerque, sobrinho do Visconde de Garmilde... O meu amigo certamente o conheceu — um rapaz airoso, louro como uma espiga, com um bigode crespo de paladino sobre uma boca indecisa de contemplativo, destro cavaleiro, de uma elegância sóbria e fina. E espírito curioso, muito afeiçoado às idéias gerais, tão penetrante que compreendeu a minha Defesa da Filosofia Hegeliana! Esta imagem do José Matias data de 1865: porque a derradeira vez que o encontrei, numa tarde agreste de janeiro, metido num Portal da Rua de S.
Bento, tiritava dentro duma quinzena cor de mel, roída nos cotovelos, e cheirava abominavelmente a aguardente.

(Eça de Queirós: José Matias. In: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda e RÓNAI,
Paulo: Mar de Histórias (5). 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981, p. 266.)

24.
O trecho é o primeiro parágrafo de um conto de Eça de Queirós. Exprime uma situação de contraste entre um acontecimento humano e a natureza e está na forma de comunicação direta entre duas personagens: o narrador e um suposto ouvinte.
a) Descreva a situação, explicando o contraste.
* o enterro e uma linda tarde
b) Identifique os elementos gramaticais que denotam a presença do narrador e de seu suposto ouvinte.

UFSCAR 2000 - 22 e 23 - Camões

INSTRUÇÃO: As questões de números 22 e 23 referem-se ao seguinte poema:
Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado,
Assim que só pera mim
Anda o Mundo concertado.

(Luís de Camões: Ao desconcerto do Mundo. In: Rimas. Obra Completa. Rio de Janeiro: Aguilar Editora, 1963, p. 475-6.)


22.
Este curto poema de Camões compõe-se de partes correspondentes ao destaque dado às personagens (o eu poemático e os outros). Quanto ao significado, o poema baseia-se em antíteses desdobradas, de tal maneira trançadas que parecem refletir o "desconcerto do mundo". Posto isso,
a) identifique a antítese básica do poema e mostre os seus desdobramentos.
*bem e mal
b) Explique a composição do texto com base nas rimas.
*interpoladas


23.
O poema está composto com versos de sete sílabas e na forma conhecida como "esparsa" que, junto com outras, constituía o estoque de formas medievais que muitos poetas clássicos de Portugal, dentre os quais Camões, continuaram usando no século XVI e que se denominavam de "medida velha". Além dessas formas, Camões usou as italianizantes ou clássicas, que se denominavam de "medida nova".
a) Cite outra forma de "medida velha" usada por Camões.
*cantiga
b) Cite duas formas de "medida nova".
*Foi utilizado em novos subgéneros de origem greco-latina ou italiana: a écloga, a elegia, a ode, a epístola, o epitalâmio, o epigrama, o soneto, a canção e a sextina.

UFSCAR 2000 - 20 e 21- Mario de Andrade

INSTRUÇÃO: As questões de números 20 e 21 fundamentam-se no seguinte texto:

A tribo se acabara, a família virara sombras, a maloca ruíra minada pelas saúvas e Macunaíma subira pro céu, porém ficara o aruaí do séquito daqueles tempos de dantes em que o herói fora o grande Macunaíma imperador. E só o papagaio no silêncio do Uraricoera preservava do esquecimento os casos e a fala desaparecida. Só o papagaio conservava no silêncio as frases e os feitos do herói.
Tudo ele contou pro homem e depois abriu asa rumo de Lisboa. E o homem sou eu, minha gente, e eu fiquei pra vos contar a história. Por isso que vim aqui. Me acocorei em riba destas folhas, catei meus carrapatos, ponteei na violinha e em toque rasgado botei a boca no mundo cantando na fala impura as frases e os casos de Macunaíma, herói de nossa gente.
Tem mais não.

(Mário de Andrade: Macunaíma - o herói sem nenhum caráter. Edição crítica de Telê Porto Ancona Lopez.
Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Secretaria de Cultura, Ciência e Tecnologia, 1978, p. 148.)

20. Nestes últimos parágrafos de Macunaíma, Mário de Andrade faz referências ao processo e aos modos de transmissão da narrativa. No processo de transmissão, os fatos são testemunhados por uma personagem que os conta a outra personagem que no-los conta. Entre os fatos originais e o leitor virtual há, portanto, duas personagens. Assim sendo,
a) identifique os mediadores da narrativa.
b) explique quais são os modos de transmissão dos fatos que compõem a narrativa.


21. No texto, o narrador qualifica a sua linguagem como fala impura, ou seja, como linguagem mal tolerada pelos gramáticos do começo do século, principalmente por aqueles que defendiam o parnasianismo e o realismo acadêmico.
a) Destaque três expressões do segundo parágrafo que exemplificam a fala impura.
b) Explique por que essas expressões podem ser consideradas exemplos de fala impura e, em seguida, transforme-as em fala pura.

UFSCAR 2000 - 17 a 19 - Claudio Manuel da Costa

INSTRUÇÃO: As questões de números l7 a l9 têm como base este poema de Cláudio Manuel da Costa:

Onde estou? Este sítio desconheço:
Quem fez diferente aquele prado?
Tudo outra natureza tem tomado;
E em contemplá-lo tímido esmoreço.
Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço
De estar a ela um dia reclinado.
Ali em vale um monte está mudado:
Quanto pode dos anos o progresso!
Árvores aqui vi tão florescentes,
Que faziam perpétua a primavera:
Nem troncos vejo agora decadentes.
Eu me engano: a região esta não era:
Mas que venho a estranhar, se estão presentes
Meus males, com que tudo degenera!

(Cláudio Manuel da Costa: Sonetos (VII). In: RAMOS, Péricles Eugênio da Silva (Intr., sel. e notas):
Poesia do Outro - Antologia. São Paulo: Melhoramentos, 1964, p. 47.)

17.
O estilo neoclássico, fundamento do Arcadismo brasileiro, de que fez parte Cláudio Manuel da Costa, caracteriza-se pela utilização das formas clássicas convencionais, pelo enquadramento temático em paisagem bucólica pintada como lugar aprazível, pela delegação da fala poética a um pastor culto e artista, pelo gosto das circunstâncias comuns, pelo vocabulário de fácil entendimento e por vários outros elementos que buscam adequar a sensibilidade, a razão, a natureza e a beleza. Dadas estas informações,
a) indique qual a forma convencional clássica em que se enquadra o poema.
b) transcreva a estrofe do poema em que a expressão da natureza aprazível, situada no passado, domina sobre a expressão do sentimento da personagem poemática.


18.
A crítica literária brasileira tem ressaltado que o terceiro verso do poema é aquele que concentra o tema central. Essa mesma crítica, por outro lado, anotou com propriedade a importância do décimo segundo verso: este verso exprime uma mudança de atitude, que se corrige nos versos finais graças à descoberta, feita pelo eu poemático, da verdadeira causa do fenômeno descrito em todo o poema. Responda:
a) Qual o tema que o terceiro verso concentra? Transcreva outros dois versos que o repercutem.
b) A que causas o eu poemático atribui o fenômeno observado na natureza?


19.
Um dos elementos que diferenciam Cláudio Manuel da Costa de outros poetas do Arcadismo brasileiro é o fato de ainda conservar algumas características do estilo barroco. No poema transcrito, a presença barroca se dá no rebuscamento sintático causado pelas inversões, atenuadas por exigência do ritmo e da rima. Sabendo que as inversões de ordem sintática acontecem em todas as estrofes,
a) reescreva a segunda estrofe de modo a preservar a colocação normal pedida pela sintaxe.
b) transcreva dois versos de terceto que, mesmo sendo reescritos segundo a colocação normal pedida pela sintaxe, preservem a rima escolhida pelo poeta.

UFSCAR 2000 - 9 e 10 - Machado de Assis

INSTRUÇÃO: As questões de números 09 e 10 referem-se ao seguinte texto de Machado de Assis:
Conta um velho manuscrito beneditino que o Diabo, em certo dia, teve a idéia de fundar uma igreja. Embora os seus lucros fossem contínuos e grandes, sentia-se humilhado com o papel avulso que exercia desde séculos, sem organização, sem regras, sem cânones, sem ritual, sem nada. Vivia, por assim dizer, dos remanescentes divinos, dos descuidos e obséquios humanos.
Nada fixo, nada regular. Por que não teria ele a sua igreja? Uma igreja do Diabo era o meio eficaz de combater as outras religiões, e destruí-las de uma vez.
— Vá, pois, uma igreja, concluiu ele. Escritura contra escritura, breviário contra breviário. Terei a minha missa, com vinho e pão à farta, as minhas prédicas, bulas, novenas e todo o demais aparelho eclesiástico. O meu credo será o núcleo universal dos espíritos, a minha igreja uma tenda de Abraão. E depois, enquanto as outras religiões se combatem e se dividem, a minha igreja será única; não acharei diante de mim, nem Maomé, nem Lutero. Há muitos modos de afirmar; há só um de negar tudo.

(Machado de Assis: A Igreja do Diabo. In: Histórias sem Data - Obra Completa (II). Rio de Janeiro: José Aguilar, l959, p.367.)


09. Machado de Assis faz do conto A Igreja do Diabo um instrumento para análise e crítica, por certo corrosiva, das instituições que, de algum modo, buscam estabelecer normas de conduta moral para os seres humanos. Utiliza, para tanto, a ironia, a qual, no texto transcrito, se faz presente em vários momentos, atingindo vários alvos, dentre os quais se destaca a Igreja Católica Apostólica Romana. Esta instituição importante está sendo atingida, de modo exclusivo, pela ironia, em:
(A) Conta um velho manuscrito beneditino que o Diabo, em certo dia, teve a idéia de fundar uma igreja.
(B) Vivia, por assim dizer, dos remanescentes divinos, dos descuidos e obséquios humanos.
(C) Uma igreja do Diabo era o meio eficaz de combater as outras religiões, e destruí-las de uma vez.
*(D) Terei a minha missa, com vinho e pão à farta, as minhas prédicas, bulas, novenas e todo o demais aparelho eclesiástico.
(E) Há muitos modos de afirmar; há só um de negar tudo.


10.
Há no segundo parágrafo orações que aludem, sem referência direta, portanto, a várias religiões. As religiões muçulmana e protestante estão aludidas em:
(A) Escritura contra escritura, breviário contra breviário.
(B) Terei a minha missa, com vinho e pão à farta ...
(C) O meu credo será o núcleo universal dos espíritos ...
(D) E depois, enquanto as outras religiões se combatem e se dividem, a minha será única.
*(E) ... não acharei diante de mim, nem Maomé, nem Lutero.

UFSCAR 2000- 5 a 8 - Manuel Bandeira

INSTRUÇÃO: As questões de números 05 a 08 baseiam-se no seguinte texto extraído de A Vigília de Hero, poema de Manuel Bandeira:

Tu amarás outras mulheres
E tu me esquecerás!
É tão cruel, mas é a vida. E no entretanto
Alguma coisa em ti pertence-me!
Em mim alguma coisa és tu.
O lado espiritual do nosso amor
Nos marcou para sempre.
Oh, vem em pensamento nos meus braços!
Que eu te afeiçoe e acaricie...
(Manuel Bandeira: A Vigília de Hero. In: O Ritmo Dissoluto. Poesia Completa e Prosa. 2ª ed. Rio de Janeiro: José Aguilar,l967, p. 224.)


05.
Manuel Bandeira usa, no poema, os pronomes pessoais com muitas variações. O pronome pessoal de primeira pessoa do singular, por exemplo, está empregado na sua forma reta e nas formas oblíquas (eu, me, mim). O mesmo acontece com o pronome pessoal de
*(A) segunda pessoa do singular.
(B) terceira pessoa do singular.
(C) primeira pessoa do plural.
(D) segunda pessoa do plural.
(E) terceira pessoa do plural.

06.
Há dois pronomes que exercem no texto mais de uma função sintática; um dos dois, entretanto, admite uma análise diferente que elimina essa duplicidade funcional. Desse modo, a única forma pronominal que exerce mais de uma função sintática, sem ambigüidade, é:
(A) tu.
(B) eu.
*(C) me.
(D) nos.
(E) te.

Dica: teste todos no texto


07.
Se usasse a forma de tratamento você para designar a segunda pessoa, Manuel Bandeira deveria mudar a flexão de alguns verbos. Esses verbos seriam, sem exceção, os seguintes:
(A) mar, ser (3º verso), marcar, afeiçoar.
*(B) Amar, esquecer, ser (5º verso), vir.
(C) Ser (3º verso), pertencer, marcar, acariciar.
(D) Ser (3º verso), pertencer, afeiçoar, acariciar.
(E) Amar, pertencer, vir, afeiçoar, acariciar.

Dica: O vir é trocado para venha

08. No poema A Vigília de Hero, Manuel Bandeira vale-se da lenda, que faz parte da mitologia grega, sobre o amor entre a jovem sacerdotisa Hero, que vivia na Europa, e o moço Leandro, que vivia na Ásia e que todas as noites atravessava a nado o estreito de mar que os separava, para encontrar-se com a sua amada. Esse poema está em O Ritmo Dissoluto, um dos livros mais representativos de estilo modernista de Manuel Bandeira. Conhecendo as características próprias desse estilo, pode-se afirmar que a característica marcante da poesia modernista que se pode comprovar no trecho transcrito é:
(A) a forma de diálogo da composição do poema.
(B) a evocação da lenda clássica de Hero e Leandro.
(C) a idealização do amor.
(D) a angústia derivada da tensão entre espiritualização e sexualidade.
*(E) o uso do verso livre.

UFSCAR 2000-1 a 4 - Rubem Braga

INSTRUÇÃO: As quatro primeiras questões têm como base o seguinte texto de Rubem Braga:

O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu.
Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo. Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá-manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente "tala") e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda a meninada do bairro, porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, "beijos", violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.

(Rubem Braga: Cajueiro. In: O Verão e as Mulheres. 5ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1991, p. 84-5.)
01.
O trecho remete-nos a um dos temas preferidos pelos escritores românticos, que é também um tema corrente em vários poetas modernistas e muito cultivado por nossos cronistas. Esse tema, dominante no trecho, é:
(A) a exuberância da natureza tropical.
(B) a diversidade das árvores frutíferas brasileiras.
(C) o contraste entre o ambiente selvagem e o ambiente urbano.
*(D) a saudade da infância.
(E) a necessidade de comunicação por carta.



02.
Uma das normas estabelecidas para o uso da vírgula impõe que este sinal de pontuação serve para separar elementos que exercem a mesma função sintática, desde que tais elementos não venham unidos por conjunções aditivas. Este princípio vem formulado em muitas Gramáticas, entre as quais a de Celso Cunha, Gramática do Português Contemporâneo, e a de Gladstone Chaves de Melo, Gramática Fundamental da Língua Portuguesa. Rubem Braga desobedeceu a essa norma no trecho:
(A) O cajueiro já devia ser velho quando nasci.
(B) Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá-manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge ...
*(C) Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira ...
(D) Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto ...
(E) ... ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima ...


03.Há, no trecho, um período que, situando os fatos no passado, sintetiza a oposição que permeia o texto inteiro na caracterização da mutabilidade das coisas. Assinale a alternativa que contém esse período.
(A) Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa.
(B) Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo.
(C) Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá-manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente "tala") e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda a meninada do bairro, porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude.
(D) Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, "beijos", violetas.
*(E) Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família.


04.
Há no texto orações reduzidas de gerúndio e de infinitivo. Assinale a alternativa em que a forma verbal da oração reduzida está desenvolvida corretamente, entre parênteses.
*(A) ... protegendo a família (que protegiam a família).
(B) ... para apoiar o pé ... (porque apoiaria o pé).
(C) ... e subir pelo cajueiro acima ... (e que subiria pelo cajueiro acima).
(D) ... ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além ... (para que veja de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além).
(E) ... sentir o leve balanceio da brisa da tarde (quando sentisse o leve balanceio da brisa da tarde).

Dica: Sempre olhe no texto quando tiver duvida